A palavra mantra vem do sânscrito, man – significa mente ou pensamento e tra – significa proteger, socorrer. Assim, mantra quer dizer proteger nossas mentes de maus pensamentos.

Os mantras no Yoga são formados por palavras em sânscrito para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual.

Japa significa murmurar, sussurrar, é também a prática feita pelos yogis na repetição de mantras e através dessa repetição forma-se um cordão de energia.

Mala é uma palavra que tem vários significados: guirlanda de flores ou cordão de contas. Cordão que une as 108 contas e mais uma chamada (meru). Ele mostra a unidade das 108 contas. O cordão é a realidade interna sobre a qual tudo isso se sustenta. É a base para que o mala exista.

Por meio da repetição dos mantras no japa mala você observa tanto a verdade como a aparência. A aparência atrai, distrai e delicia, enganando, levando aos desvios a verdade, no entanto, o liberta.

O motivo de 108 contas é o produto de 12 x 9 = 108. O nº 12 é o número de aditya (deidades solares) eles eram seres eternos, imperecíveis (aditi significa eternidade ou eterno). São os luzeiros que revelam o mundo objetivo (o mundo de nome e forma, de multiplicidade, o mundo dual). O nº 9 é a tela sobre a qual tais quadros aparecem, é a base; e a corda, isto é Brahman, o absoluto que não tem nome e nem forma alguma. O nº 9 representa Brahman porque, em qualquer um de seus múltiplos, a soma dos algarismos é sempre nove, é imultável.

Temos então duas correntes, uma espiritual – Japa – e outra material – Mala -, assim à medida que você repete o mantra ele vai materializando suas intenções, seus pedidos e potencializando o mala.

Os mantras não devem ser usados para vantagens pessoais. Devem ser usados para a elevação espiritual. Para o bem de todos os seres.

Geralmente o mala utilizado para o japa contém 108 contas, mas um mala pode ser um colar ou uma pulseira e pode conter sub-divisões de 108.

Segurando a sua pulseira (japa-mala) na mão direita, deixe ela escorregar sobre o dedo médio. O dedo indicador não deve tocar as contas, ficando estendido durante todo o tempo de entoação dos mantras.

A conta que se destaca no mala chama-se meru que significa montanha e não deve ser contada. O meru é apenas o ponto inicial e final da contagem das contas.
Puxe as contas do seu mala sempre em sua direção, uma a uma, entoando o mantra entre seu dedo polegar e o dedo médio.

Comece a entoar o mantra sempre pela conta seguinte ao meru. Uma vez que você alcance o meru, não o ultrapasse. O meru é a conta estática do mala, vire e continue na direção inversa.

O mala é utilizado para que se possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter necessidade de ficar contando as vezes que se entoa.